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Especializar para ganhar o mundo

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Ricardo Gallinuci e Alexandre Navarro
Empresa de Santo André associa tecnologia da eletrônica ao serviço mecânico para construir e equipar linhas de montagem industrial com dispositivos dedicados.

 Uma das versões regionais de que bons perfumes vêm nos menores frascos está num galpão de mil metros quadrados em Santo André. A Rivaltec, especializada em projetar e construir equipamentos para automação industrial, rompeu amarras que costumam engessar negócios de menor porte e abriu as portas para o mundo. Criada para usinar peças, a empresa percebeu que a vocação inicial a faria apenas mais uma e partiu em busca da diferenciação. Associou a tecnologia da eletrônica ao serviço mecânico para construir e equipar linhas de montagem industrial com dispositivos personalizados e automatizados. A transformação deu novo fôlego aos negócios, conquistou a confiança de grandes indústrias do setor automotivo e rendeu a inclusão da empresa no chamado global sourcing, sistema mundial de compras utilizado pelos grandes conglomerados multinacionais para garantir preço competitivo.

O conhecimento técnico permite também decifrar projetos internacionais, nacionalizá-los para a produção local e até fazer upgrade - melhorar a performance do equipamento -, exatamente como a expressão é utilizada no mundo da informática.

Todos os equipamentos entregues pela  Rivaltec são acompanhados de uma completa documentação que permitem ao cliente total independência.

Treinando todos os funcionários para a multifuncionalidade. Com essas soluções e a rede de parceiros, conseguimos executar vários projetos simultaneamente. Dependendo da complexidade, cada projeto demanda de 90 a 150 dias. Por isso, tão importante quanto tecnologia e capacitação profissional é a visão mercadológica que permite expandir negócios sem tirar os pés do chão. Ricardo, tecnólogo da quarta geração da família Gallinucci, herdou cautela e ousadia dos pais e avós, também empreendedores em outras épocas. Sabe que o futuro não tem fronteiras e já sentiu o gostinho de ser assediado por compradores internacionais quando expôs na Feira de Hannover, na Alemanha.

 
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